“Expandir sempre vai, mas quando você tem um evento só por ano é muito
difícil pegar. Hoje a Nascar predomina, tomou um espaço muito grande. Então pode
ter a Fórmula 1, mas a Indy e a Nascar vão ser sempre as categorias de
automobilismo lá”, analisou Castroneves, em entrevista exclusiva concedida ao
Terra nesta quarta-feira.
Possivelmente antevendo o problema citado pelo piloto, Ecclestone incluiu o
Grande Prêmio dos EUA, em Austin, no Texas, no calendário da Fórmula 1 em 2012 e
já anunciou um acordo para que outra corrida seja abrigada a partir de 2013, em
um circuito de rua em Nova Jersey, próximo ao centro de Nova York.
A realidade, porém, não é tão simples assim. As obras no autódromo de Austin,
que começaram em dezembro de 2010, estão paradas há duas semanas, desde que a
empresa que cuida da promoção do evento e os responsáveis pela construção
entraram em desavenças. Ecclestone, que cobra uma garantia financeira no valor
de US$ 25 milhões (R$ 45 milhões) para a realização da prova, deu nesta
quarta-feira um prazo de mais uma semana até que se resolva o problema – caso
contrário, a etapa será cancelada.
Com a experiência de quem compete no automobilismo americano desde 1996 – e
na Indy desde 2001 -, Castroneves concluiu seu raciocínio falando sobre esse
imbróglio. Ele mostrou duvidar que dois Grandes Prêmios de Fórmula 1 ocorram
simultaneamente no país: “se conseguir em Austin acho difícil acontecer em Nova
Jersey – essa é a minha opinião. A Fórmula 1 tem seus fãs nos EUA, mas com uma
corrida só fica difícil”.
O GP dos EUA de Fórmula 1 foi realizado pela primeira vez em 1958, em
Riverside. A partir de então passou por Sebring, Watkins Glen, Phoenix e
Indianápolis, com intervalos sem ser disputado entre 1981 e 1988 e entre 1992 e
1999. Sua última edição foi organizada em 2007, em Indianápolis. A pista de
Austin seria a oitava a estrear na categoria desde 2004 – as novidades
anteriores vieram de Bahrein, Turquia, China, Cingapura, Abu Dhabi, Coreia do
Sul e Índia.